Oferta de esmolas não contribui com a população em situação de rua

O aumento de pessoas em semáforos da cidade nos últimos dias pedindo ajuda acaba fazendo com que muitos façam doações com a intenção de ajudar, porém a oferta de esmolas não é a melhor maneira de contribuir com a população em situação de rua. Isso porque, além de não proporcionar bem-estar às pessoas, normalmente as esmolas não são utilizadas para a alimentação e a oferta incentiva a permanência nas ruas.

A recomendação dos profissionais da Secretaria Municipal da Assistência Social e Habitação de Criciúma, é que seja feito o encaminhamento ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop).

“Este público envolve uma série de questões, como saúde mental e dependência química, por exemplo. Por isso, acabam tendo muita dificuldade em aderir aos trabalhos que são ofertados pelo município. Sendo assim, quanto mais esmolas são ofertadas, a resistência em adesão aos encaminhamentos dos profissionais se torna ainda maior”, explicou a secretária municipal da Assistência Social e Habitação de Criciúma, Patrícia Vedana Marques.

A permanência da população em situação de rua nas sinaleiras pode ocasionar riscos, como atropelamentos e acidentes ao estarem caminhando pelas avenidas. A Administração Municipal dispões de quatro serviços em benefício dessas pessoas, que são: Centro Pop, Casa de Passagem, Abordagem Social e Consultório de Rua.

Centro Pop e Casa de Passagem

O Centro Pop fica localizado na rua Martinho Lutero, 179-325. Aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, o equipamento dispõe de café e almoço, vestuário, sanitários, higiene pessoal, armazenamento de pertences e emissão de documentos. 

Já a Casa de Passagem, fica na rua Giácomo Sônego Neto, 415, no bairro Pinheirinho e funciona 24h por dia. No local são realizados encaminhamentos, prestados auxílios para a elaboração de currículos, além de conter dormitórios, refeições e higiene pessoal a disposição dos usuários. 

Abordagem Social

A secretaria também dispõe de Abordagem Social, que possui educadores que circulam nas ruas oferecendo os serviços do Centro Pop e da Casa de Passagem à População em situação de rua.

“Todos precisam entender que nós não podemos obrigá-los a irem para esses serviços, caso se neguem. Já tivemos situação de abordarmos o usuário em frente de estabelecimento e ele se negar a ir para o equipamento, alegando que naquele local onde estava, recebia mais esmola”, disse a secretária municipal da Assistência Social e Habitação de Criciúma, Patrícia Vedana Marques.

Consultório na Rua

Na cidade também existe o programa Consultório na Rua, que presta assistência médica, psicológica e social à população em situação de rua. 

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