Projeto de mapeamento de nascentes e cursos de água é apresentado pela Famcri

A Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) apresentou na manhã desta quarta-feira (02), no Salão Ouro Negro, o Projeto Águas, que visa atualizar informações de nascentes e cursos d’água do município. A iniciativa, que é pioneira no sul do estado, contribui para a preservação ambiental, planejamento e desenvolvimento urbano. Por contar com serviços técnicos, equipamentos e colaboradores da própria fundação, o Projeto Águas representa uma economia de aproximadamente R$ 3 milhões aos cofres públicos.

“Os serviços serão realizados com recursos internos, o que permitirá um baixo custo de operação. Eles envolvem toda a equipe da Famcri, principalmente o Setor de Licenciamento e Fiscalização da fundação, da qual fazem parte profissionais como geólogo, engenheiros ambientais, agrônomos e químicos, biólogo, fiscais e estagiários”, afirmou o presidente da Famcri, Robson Izidro. “Em breve, a prefeitura poderá disponibilizar aos contribuintes e empreendedores novos mapas de nascentes e cursos d’água naturais, além de suas margens com precisão e confiança”, ressaltou.

Código Florestal e mapeamento de áreas

Até o momento foram mapeadas áreas de seis bairros, sendo eles Jardim das Paineiras, Renascer, São Jõao, Ana Maria, Pedro Zanivan e Bosque do Repouso. Conforme a Lei Federal 12.651/2012, presente no Código Florestal, margens de nascentes devem ser protegidas em 50 metros e cursos d’água e rios em 30 metros.

A cada etapa executada são entregues mapas de cinco bairros, e a projeção inicial para concluir toda a cidade é de dois anos. Os mapas poderão ser acessados no site da Famcri pelo link www.famcri.sc.gov.br, e serão gradativamente atualizados no sistema online da consulta prévia (https://criciuma.portal.vm2info.com), do Setor de Cadastro da Prefeitura Municipal de Criciúma.

O levantamento hidrogeológico da Famcri já identificou 18 microbacias, sendo elas dos rios: Criciúma, Cedro, da Cobra, Córrego Laranjinha, Eldorado, Içara, Linha Anta, Mãe Luzia, Maina, Medeiros, dos Porcos, Quarta Linha, Ronco d’Água, Sanga Encantada, Sangão, Tonim, Três Ribeirões e Lagoa do Verdinho.

Materiais e métodos

Conforme explicado pelo geólogo Maurício durante a apresentação, os trabalhos em campo devem ser feitos em dias de tempo seco e ensolarado. Os serviços podem contar com ferramentas específicas, como o trado holandês e helicoidal, utilizadas para realizar sondagens de solo e interceptação do lençol freático.

As avaliações são divididas em três etapas. Na primeira ocorre uma análise prévia da região, com consulta a bancos de dados já disponíveis, como os do IBGE e do Exército, além de fotos aéreas históricas. Nela são definidos os alvos da vistoria. Na etapa seguinte acontece a verificação de campo, na presença de um geólogo, com coleta de coordenadas com GPS e, em casos necessários, o uso de drones para sobrevoo.

Na última etapa ocorre o preenchimento da Ficha Descritiva, que contém informações detalhadas dos locais. Elas são adicionadas a um software que as sobrepõe a imagens de satélite, e assim são delimitadas as APP’s de forma precisa. Por fim, os mapas são finalizados com adições de mais fotos e selos.

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