Esporte e seu impacto na sociedade

É com grande alegria que me dirijo aos leitores do site Bairros Criciúma, como novo colunista, com a missão de cobrir assuntos de competência esportiva de nossa região.

Minha intenção é trazer até você, caro amigo leitor, a ótica de um observador do comportamento humano e suas relações com o esporte. Antes que possa de fato trazer esses assuntos até você, quero me apresentar devidamente.

Sou Cristiano Fagundes da Silva, 34 anos, nascido em Porto Alegre, acredito que ao longo de nossa comunicação você saberá muita mais sobre minha vida pessoal, mas o que importa neste momento é saber o que nos atraiu neste projeto e porque você deveria acompanhar o mesmo.

Falar de resultados esportivos e análises, acredito que todo brasileiro se considera apto, mostrar resultados e troféus é o que resume a notícia ao grosso modo para os entusiastas, nesta coluna quero trazer a visão mais aprofundada das questões que envolvem o esporte moderno, mais direcionado a suas relações humanas.

Quais sacrifícios necessários para se chegar ao objetivo desejado e como se faz a trilha de um campeão, mostrar o poder do impacto sobre suas famílias, sobre suas comunidades e sobre a próprias vidas daqueles que se dedicam ao esporte.

Um exemplo disso é a reflexão que trago como desfecho de nossa correspondência semanal de hoje. Cresci em um âmbito futebolístico. Filho de pai e mãe jogadores de futebol, desde cedo percebi, sem entender, que o futebol era, na maioria das vezes, vencido pelo mais esperto. cresci sob o ensinamento do chamado “jeitinho brasileiro”, conhecido também como a “Lei Gérson”.

Essa “lei” acabou sendo usada para exprimir traços bastante característicos do caráter midiático nacional, que passa a ser interpretado como caráter da população, associados à disseminação da corrupção e obtenção de vantagens, conforme uma propaganda televisiva de 1976 .

Um vídeo tem início com a afirmação de que Gérson, ex-jogador e craque da seleção brasileira, foi o “cérebro do time campeão do mundo da Copa de 70. A narração é feita pelo entrevistador, que se apresenta de terno, gravata e microfone à mão.

A cena se passa em um sofá de uma sala de visitas. O entrevistador pergunta por que Gérson escolheu um determinado cigarro, ao iniciar a resposta, Gérson saca um maço e oferece um cigarro ao entrevistador, enquanto o entrevistador fuma seu cigarro, o ex-jogador explica os motivos que o fizeram preferir aquela marca.

“Por que pagar mais caro se o “Vila” me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? leve vantagem você também, leve Vila Rica!”.

Bom, aqui você tem um bom exemplo do quanto o esporte pode impactar, economicamente, socialmente e até politicamente. Acredito que o esporte é uma arma, e deve ser usado com responsabilidade, mas como saber destas responsabilidades quando na escola de nossa esportividade acabamos aprendendo a ser desonestos para ter vantagem? Sempre me esforçarei para desmistificar o “antiético normal” que contamina nossa sociedade.

Podemos causar grandes impactos apenas com nossa moral esportiva inabalável. Um bom exemplo disso é o movimento que acontece pelas quadras de criciúma, que eu gosto de chamar de “o jeitinho correto”.

A bola pegou em mim antes de sair por último?! Então faço questão de ser ético e dar a bola para o adversário, mesmo que ninguém perceba. isso tem contagiado atletas amadores de nossa região, que têm crescido com o esporte e lazer, sem deixar a ética, moral e social de ser um cidadão honesto, de lado. fazendo ainda com que esse comportamento seja disseminado e conte com a empatia de outros.

Podemos observar alguns comportamentos de grupos sendo modificados. acredito que onde não haja espaço para a deslealdade, cresça a competitividade e traga excelência pessoal para o atleta de que ele ganhou de seu adversário no melhor que ambos tinham para dar, fazendo irem juntos em um modo evolutivo de sua própria condição, já que recondicionou sua mentalidade a não procure mais atalhos e lute pelo que se quer.

Essa luta pode se dar da mesma forma com o seu próprio eu, a exemplo do esporte que não há competição, a não ser a superação pessoal. Imagine você um montanhista que compete apenas com sigo mesmo em sua escalada tentando enganar seu corpo.

Evidentemente o resultado será desastroso, bom acredito que sobre esta ótica moral e ética começaremos nosso relacionamento caro leitor, apresento para você o que de melhor estes olhos podem ver, para toda segunda-feira lhe trazer uma nova reflexão quanto ao esporte carbonífero e seu impacto em nosso dia a dia.

Espero ansiosamente pelo nossa próxima correspondência, com grande carinho do Cryz Fagundes.

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