Empregadores rejeitam propostas de melhorias para trabalhadores da saúde na cidade

Não houve avanço na primeira rodada de negociação entre a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos da Saúde de Criciúma e região, (Sindisaúde), com os representantes das empresas (Sindicato Patronal).

A reunião foi realizada na manhã desta quarta-feira, 10 de março, no Auditório do Hospital São José. Nesta mesa, foram debatidas as cláusulas econômicas, sociais e jurídicas.

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A categoria reivindica reajuste salarial de 10% e os empregadores ofereceram o INPC do período, previsto em 6%. O mesmo percentual foi oferecido para o reajuste do vale-alimentação somente para aqueles que já recebem, chegando a R$ 150 reais, contrariando o pedido da categoria que é de R$ 200,00 para todos os funcionários, independente de local de trabalho e de salários.

Com exceção das empresas que já pagam vale-alimentação em valores maiores. Estas proporem o mesmo índice, contrariando o pedido de 30% de aumento. Foi negada ainda a reivindicação de acesso aos documentos trabalhistas para uma melhor fiscalização dos direitos e convenção coletiva.

Mais uma negativa da pauta foi o pedido de 40% de insalubridade para todos os trabalhadores que atendem os pacientes infecto-contagiantes e psiquiátricos.

Uma outra reivindicação rejeitada pelos empregadores foi de um auxilio-transporte para aqueles profissionais que não utilizam o transporte público, como também negaram a reivindicação de duas folgas extras mensais aos profissionais que fazem plantões noturnos e finais de semanas e feriados, as jornadas 12 x 36 e 36 x 12. 

Para não conceder a pauta da categoria, os empregadores alegam estarem pagando altos preços para os insumos e recebendo o repasse do SUS sem reajuste atualizado. 

“Reflitam comigo: Se eles têm dinheiro para pagar os insumos mais caros, com certeza devem ter para dar aumento melhor para vocês, trabalhadores”, cutuca o diretor-tesoureiro, Cleber Ricardo da Silva Cândido.

Conforme o Sindicalista, o Sindisaúde rejeitou as propostas e negativas efetuadas pelo Sindicato Patronal nesta reunião: “Avaliamos que no atual contexto é fundamental a valorização e o reconhecimento da categoria pela sua importância, ainda mais neste momento marcado pelo enfrentamento desta grave Pandemia do Covid 19.

Pedimos a sensibilidade dos empregadores para reavaliar esta proposta enquanto iremos analisar a nossa. Alertamos a categoria para acompanhar as negociações, manter sua força, união e pressão e assim, ampliarmos as conquistas”, pontua Cleber.

Uma nova rodada deve acontecer na próxima semana ainda sem dia e horário definidos.    trabalhadores dos hospitais de Criciúma e região com o sindicato patronal desde a última semana. A região de Criciúma conta com cerca de quatro mil trabalhadores, distribuídos em 15 hospitais.

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