Exposição traz memórias esquecidas dos 140 anos do município

A história de Criciúma segue sendo contada na Unesc, e desta vez com elementos esquecidos na memória da região. A mão de obra feminina no trabalho carbonífero, a degradação do meio ambiente, a desapropriação de famílias e muitos outros fragmentos da trajetória municipal foram as inspirações da artista Lilian Barbon para criar a exposição fotográfica “Memórias Subterrâneas”.

O trabalho é o terceiro capítulo do projeto Exposições Temporárias, do Espaço Cultural Toque de Arte, contemplado com o Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura / Artes – Edição 2019, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). As obras já estão disponíveis para visitação no Espaço Cultural “Toque de Arte”, localizado no Bloco Administrativo da Universidade desde o início deste mês.

Conforme a mediadora cultural do Setor de Arte e Cultura da Instituição, Alice Meis, o trabalho faz um importante resgate do que não foi visto ou não é lembrado desde as primeiras décadas de Criciúma. “Memórias Subterrâneas compartilha por meio de fotografias um suspiro, uma reflexão sobre os anônimos e os silenciados”, destaca.

O projeto Exposições Temporárias também marca a comemoração dos 20 anos do espaço Cultural Toque de Arte. Esta é a criação número 130 a ser instalado no local. A organização da proposta foi realizada pela coordenadora do Setor Arte e Cultura Amalhene Baesso Reddig; pelos curadores Ana Zavadil e Daniele Zacarão, e pela mediadora Alice Meis.

Criciúma 140 anos de História, Patrimônio e Poéticas Urbanas

O projeto é realizado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e com recursos do Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura / Artes – Edição 2019. Após ser selecionada pela iniciativa, a Unesc disponibilizou o edital número 076/2020, com a temática “Criciúma 140 anos de História, Patrimônio e Poéticas Urbanas”, oportunizando aos artistas a participação.

O espaço Cultural Toque de Arte abre as portas da Universidade para artistas nacionais e internacionais, recebendo exposições coletivas e individuais dos diversos gêneros da arte. O acervo artístico da Instituição, organizado pelo Setor de Arte e Cultura, tem 243 peças, e é construído por meio de doações externas e obras deixadas como uma contribuição por cada artista expositor.

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