Cortes de árvores sem autorização podem resultar em uma situação de alto risco para moradores e cidadãos que circulam por vias públicas. Foi o que aconteceu nesta sexta-feira (12), com a força-tarefa realizada para o corte de uma árvore localizada no bairro Cruzeiro do Sul, em Criciúma. Os trabalhos foram feitos pela Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri), Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec) de Criciúma, Secretaria Municipal de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana, Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e o Corpo de Bombeiros.

“Primeiro, o corte tem que ter autorização. A Famcri avalia o risco que a árvore está oferecendo ou qualquer problema, como cair em uma residência. Se oferecendo o risco, é feito o corte. O morador que fazer sem autorização pode ser autuado. Já as podas realizamos em lugares públicos, como em galhos nos fios e com risco de cair. Nas residências, os moradores podem realizar ou contratar alguém”, explicou o presidente da Famcri, Robson Izidro.

Os valores das multas podem variar de R$ 257,56 a R$ 901,46, dependendo do nível da infração. 

Situação da árvore no bairro Cruzeiro do Sul

De acordo com o diretor da Compdec, Fred Gomes, o órgão municipal recebeu a ocorrência e analisou a árvore e percebeu que oferecia risco. “Falamos para o dono que íamos encaminhar para a Famcri para verificar o procedimento. O dono, sem autorização de fazer o corte da árvore, piorou toda a situação. O que ele cortou fez o contra peso da árvore para cair em cima da casa, se tornando uma situação de extrema urgência”, explicou. “A árvore estava colocando em risco as pessoas que moravam na casa e os moradores que passavam ao lado da escadaria”, completou.

Processo para o corte de árvore

Para realizar o corte de árvore em residências particulares precisa da autorização da Famcri. O proprietário deve se dirigir até a fundação com um pedido de autorização, disponibilizado modelo para preenchimento no próprio site do órgão. Além disso, cada autorização de corte, é preciso que o proprietário doe no mínimo de duas árvores e no máximo de 30, podendo também optar por plantar.

Para podas não é necessário a permissão, desde que não afete o desenvolvimento natural da copa, parte composta pelas folhas, galhos, flores e frutos da planta.

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste sábado, 13, os dados da Matriz de Risco Potencial em relação ao novo coronavírus. Pela nova classificação, 12 regiões do estado se encontram em nível gravíssimo (cor vermelha) e quatro em nível grave (cor laranja).

Em comparação com os dados divulgados no último boletim, no dia 6 de fevereiro, o Médio Vale do Itajaí e Foz do Rio Itajaí passaram do nível grave para o gravíssimo.

As regiões Carbonífera, Laguna, Estremo Sul e Alto Vale do Itajaí permanecem no nível grave (cor laranja).

Divulgação aos sábados

Desde a semana passada, a Matriz de Risco Potencial Regional, que avalia as condições da Covid-19, passou a ser divulgada aos sábados, com dados coletados nas sextas-feiras. As alterações e as medidas sanitárias passaram a ser aplicadas na segunda-feira subsequente. O objetivo da alteração na data e do início das ações foi proporcionar a atividades e às cidades maior prazo para adequações/restrições sanitárias, diante de eventuais mudanças de classificação, bem como facilitar a organização dos órgãos fiscalizatórios.

Em todo país, circulam ondas eletromagnéticas que transmitem informações importantes para a garantia de direitos e para a democracia. Tais ondas podem ser decodificadas por pequenas caixas que podem funcionar apenas com pilhas. De tão relevantes, essas caixas têm, a elas, um dia que foi mundialmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco): o Dia Mundial do Rádio, comemorado neste sábado, 13 de fevereiro.

O potencial comunicativo do rádio já foi comprovado em vários momentos ao longo da história. Em um deles, ocorrido em outubro de 1938, milhares de norte-americanos entraram em pânico ao ouvirem, na rádio CBS, o ator Orson Welles alertando sobre uma suposta invasão de marcianos.blank

Tratava-se apenas de um programa de teleteatro, uma versão radiofônica do livro A Guerra dos Mundos, de H.G Wells. Ao se dar conta do alvoroço entre a população, a emissora teve de interromper o programa para esclarecer o fato aos ouvintes que não haviam assistido a parte inicial da transmissão.

Violência contra radialistas

Adauto Soares acrescenta que o interesse da Unesco em trabalhar neste campo da comunicação está relacionado à visão de que o acesso à informação é parte integrante do direito à comunicação. “Até porque, sabemos, quando um país tem sua democracia atacada, é o direito à comunicação o primeiro a ser silenciado.”

Segundo o coordenador da Unesco, que desenvolve também um trabalho de denúncia de violações de direitos humanos contra jornalistas, os radialistas são as maiores vítimas desse e de outros tipos de violação.

“De um total de 56 jornalistas assassinados em todo o mundo em 2019, 34% atuavam no rádio; 25% em TV; 21% em mídia online; 13% em mídia impressa e 7% em plataformas mistas. Desse total, três mortes ocorreram no Brasil”, disse, citando números do levantamento Protect Journalists, Protect the Truth, publicado pela Unesco em 2020.

Novas tecnologias

A criatividade é uma das características que sempre acompanharam o rádio. Com a chegada de novas tecnologias, em especial, as ligadas à tecnologia da informação, o rádio manteve seu aspecto inovador e continua a se reinventar.

Presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Flávio Lara Resende lembra que muito se falou sobre a morte do rádio, com a chegada da TV. “Foi quando o rádio perdeu espaço. Mas não perdeu importância”, disse.

“Se perdeu alguma importância após a chegada da TV, depois voltou a ganhar [importância] quando apareceram novas plataformas, e ele se reinventou, apresentando programações segmentadas, canais específicos de jornalismo herdados, influenciados e influenciadores da TV”, disse o presidente da Abert.

“Hoje, com a internet, ouve-se a notícia radiofônica e vê-se os jornalistas que fazem a notícia. O rádio continua a ter grande importância e está aumentando cada vez mais, reinventando-se diariamente”, acrescentou.

Estatísticas

Rádio,Monitor de volume, Loudness Monitor
O Brasil registra 5,1 mil rádios comerciais, 700 educativas, 458 rádios públicas e 4,6 mil comunitárias, segundo o Ministério das Comunicações – Marcello Casal Jr/Agência Brasil

De acordo com o Ministério das Comunicações há, no Brasil, cerca de 5,1 mil rádios comerciais (3.499 na banda FM; e 1325 nas bandas AM, entre ondas médias, curtas e tropicais). Há, ainda, cerca de 700 rádios educativas; 458 rádios públicas; e 4.634 rádios comunitárias.

Na pesquisa Inside Radio, na qual são apresentados aspectos relativos a comportamento e hábitos de ouvintes de rádio, a Kantar Ibope Media constatou que o rádio é ouvido por 78% da população nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas. Além disso, três a cada cinco ouvintes escutam rádio todos os dias. E, em média, cada ouvinte passa cerca de 4h41m por dia ouvindo rádio.

O levantamento avalia também questões relativas à adaptação do rádio à web, bem como novas formas de consumo de áudio, como podcasts e conteúdo on demand.

De acordo com a pesquisa, 81% dos ouvintes escutam rádio por meio de rádio comum; 23% pelo celular; 3% pelo computador; e 4% por meio de outros equipamentos, como tablets.

O crescimento que vem sendo observado na audiência via web demonstra, segundo a Kantar, “a grande capacidade de adaptação do rádio”. Segundo a pesquisa, 9% da população que vive nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas ouviram rádio web nos últimos dias. O percentual é 38% maior do que o registrado no mesmo período de 2019.

Em um ano (entre 2019 e 2020), o tempo médio diário dedicado ao rádio via web aumentou em 15 minutos, passando de 2h40 para 2h55, diz a pesquisa. Além disso, 16% dos ouvintes pesquisados escutam rádio enquanto acessam a internet.

Os podcasts também têm ganhado popularidade. Entre os ouvintes de rádio que acessaram a internet durante a pandemia, 24% ouviram podcasts; 10% aumentaram o uso de podcasts; e 7% ouviram um podcast pela primeira vez.

As chamadas lives também registraram aumento de audiência durante a pandemia, com 75% dos entrevistados dizendo ter começado a assistir lives de shows a partir do início das medidas de isolamento social impostas pela pandemia de covid-19. Ainda segundo o levantamento da Kantar, 75% dos ouvintes de rádio disseram ouvir rádio “com a mesma intensidade, ou até mais”, após as medidas e 17% disseram ouvir “muito mais” rádio após o isolamento.

 

Rádios comunitárias

O radialista destaca também o importante papel que as emissoras de rádio comunitárias têm para as regiões “ainda que pequenas” às quais prestam o serviço. Segundo ele, pela proximidade que têm com suas comunidades, essas rádios estão muito mais “antenadas”, com as necessidades locais, do que os grandes grupos de radiodifusão.

Entre os muitos desafios das rádios comunitárias, Valter Lima destaca a necessidade de elas saírem das amarras burocráticas impostas pela legislação.

“É por causa disso que essas rádios, com serviços tão importantes para suas comunidades, não conseguem ir além daquele pedaço tão pequeno. Há também as dificuldades para conseguirem lucros mínimos, de forma a poderem investir e evoluir”, disse o jornalista.

Em Criciúma, a Rádio Clube 87,9, transmite 24h por dia uma programação eclética para informar e entreter sua audiência.  Com programas de notícias, musicais, religiosos e esportivos, há mais de 10 anos está no ar, sendo que há quatro anos sob nova direção. 

Além do rádio, a emissora também investe nas plataformas digitais. É possível acompanhar a programação pelo site (radioclubecricciuma.com), pelo aplicativo ou também pelo Facebook (Rádio Clube 87,9 FM).

Programas inteligentes

Valter Lima lembra que toda emissora de rádio precisa de ouvintes, e que, para alcançá-los, sempre teve de recorrer a programas inteligentes, criativos e, sobretudo, participativos.

“O conceito de rádio não é o de ser apenas uma caixinha para ser ouvida quando ligada. Rádio precisa ter participação. Precisa ser um espaço para o público dar a sua opinião aos chamados ‘formadores de opinião’. A TV até dá algum espaço para isso, mas nada se compara ao rádio.”

Lara Resende, da Abert, também vê, na interatividade do rádio, um de seus grandes méritos. “A fidelização do ouvinte de rádio é muito interessante porque ele passa a achar que faz parte do programa. Hoje, inúmeras plataformas permitem comentários. Com isso, o rádio ficou ainda mais participativo”, disse.

Tempo real

Um outro aspecto acompanhou o rádio ao longo de sua história: a rapidez com que a notícia é dada, quase que simultaneamente ao fato noticiado. Anos depois, com a ajuda de equipamentos tecnológicos como celulares e internet móvel, outros veículos ganharam velocidade e deram a esse novo tipo de jornalismo veloz o nome de tempo real.

“O rádio sempre foi e continua sendo o primeiro a dar a notícia. O furo é sempre do rádio. Essa é a nossa rotina. Enquanto o outro veículo está digitando texto ou preparando a transmissão nós já estamos no ar usando apenas um aparelho telefônico”, explica Valter Lima.

“Antes do advento do celular, a notícia era dada por meio dos famosos orelhões. Os repórteres andavam com umas 20 fichas no bolso e um cadeado. Sim, um cadeado para travar o telefone, de forma a inviabilizar seu uso pelo concorrente”, lembra o radialista.

Por determinação do governador Carlos Moisés, o Poder Executivo estadual não terá ponto facultativo durante o Carnaval. Com a medida, todos os serviços da administração direta, autarquias e fundações do Governo de Santa Catarina serão mantidos.

“Ainda enfrentamos um cenário de pandemia em que os catarinenses precisam da assistência do Estado”, reforça o governador. Neste sentido, o Carnaval será marcado com o reforço das ações de combate e prevenção à Covid-19.

Na área da saúde, serão mantidos os plantões e todas as ações de enfrentamento e monitoramento à pandemia, com a oferta de serviços nos hospitais. A recomendação é que a população continue adotando todas as medidas de prevenção ao novo coronavírus. Entre elas, está o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento seguro entre as pessoas.

Hemosc

A Rede Hemosc também irá funcionar durante o Carnaval. Todas as unidades estarão abertas para receber as doações. Com a mensagem “Podemos ficar sem carnaval, mas não podemos ficar sem sangue”, os já cadastrados e novos doadores estão sendo convidados a realizar uma doação. É possível agendar a coleta no site do Hemosc www.hemosc.org.br

Segurança Pública

Com trabalho integrado e reforço na fiscalização, as forças de segurança de Santa Catarina vão desenvolver uma força-tarefa com foco na prevenção à Covid-19 durante o Carnaval. Equipes da Polícia Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e do Instituto Geral de Perícias (IGP) estarão de prontidão para evitar festas clandestinas e aglomerações pelo Estado. A mobilização inicia nesta sexta-feira, 12, e se estende até a terça-feira, 16.

“Sabemos que o movimento deverá aumentar durante esse período e queremos reforçar o pedido para que todas as regras sanitárias de prevenção ao coronavírus sejam preservadas. Quem descumprir as determinações vigentes será responsabilizado conforme a lei”, explica o coronel BM Charles Alexandre Vieira, presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial de Santa Catarina.

Polícia Militar

Na Polícia Militar de Santa Catarina, o trabalho ostensivo ocorre principalmente durante o final de semana até a terça-feira de Carnaval, no dia 16. A PMSC seguirá as recomendações de acordo com as medidas sanitárias que estão em vigor.

Neste período, a parceria com os municípios será reforçada, com o objetivo de evitar o contágio pelo novo coronavírus. A meta é atuar nas situações em que hajam aglomerações ou quebra das regras sanitárias em vigor no estado.

Até o dia 21 de fevereiro, a corporação segue realizando a Operação Verão Seguro que ocorre em 29 zonas balneárias (municípios/praias), 22 estâncias hidrominerais, duas zonas alfandegárias e em 129 áreas de proteção ambiental. Cerca de 5.011 policiais estão trabalhando efetivamente nestas localidades.

Polícia Civil

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) atuará com equipes na Operação Verão Seguro e também intensificará as ações com a Gerência de Fiscalização de Jogos e Diversões, além de outros serviços.

IGP

O Instituto Geral de Perícias (IGP) manterá seus serviços essenciais como o de local de crime, assim como os atendimentos de urgência realizados pelo Instituto Médico-Legal: crimes de violência sexual, violência doméstica, presos, flagrantes e embriaguez por meio das equipes de plantão. Os postos de identificação atenderão os agendamentos já marcados no período.

Corpo de Bombeiros Militar

Para reforçar a atuação com foco na prevenção à Covid-19, especialmente no Carnaval, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) lançou na quarta-feira, 10, a campanha virtual chamada “Saúde é a nossa folia”. Os materiais da campanha trazem orientações e dicas.

Serviço

Para denúncias, ligue:
Polícia Militar – 190
Corpo de Bombeiros Militar – 193
Polícia Civil – 181 ou WhatsApp (48) 98844-0011